A revista “Caras e Nomes” relata um editorial muito importante. (A diferença entre uma ENQUETE e uma PESQUISA)

EDITORIAL “CARAS E NOMES”.

MARANHÃO – A DIFERENÇA ENTRE UMA ENQUETE E UMA PESQUISA.

Qual é a base?
Uma sondagem ou levantamento não científico, com pouco rigor metodológico, sem segmentação de entrevistados em que o resultado reflete somente a opinião daqueles que quiseram responder as questões. Essa é a ENQUETE.
Muito utilizada em meios virtuais, essa tática é uma ferramenta pouco confiável no que se refere ao contexto político – eleitoral, pois é facilmente manipulável de acordo com interesses pessoais e motivações diversas que, nem sempre, tem como critério a realidade da população.
Uma ENQUETE se diferencia de uma PESQUISA por muitas razões. A primeira é a CONFIABILIDADE. Pesquisas são feitas com metodologias consagradas de alto rigor científico. Um dos cuidados que se tem é a escolha do universo dos entrevistas que precisa, necessariamente, dar uma amostra representativa do total da população.
Isso quer dizer que: a enquete é respondida por quem tem interesse em respondê-la e o número de participantes não leva em conta o todo. Já a pesquisa é feita diretamente com pessoas do local a ser estudado e precisa de um número mínimo de participantes para que ela seja levada em conta.
Na enquete a iniciativa da participação fica mais a cargo do público, especialmente no caso das enquetes disponibilizadas na internet. Isso quer dizer que pessoas que não fazem parte daquela realidade podem responder, se quiserem. No caso da pesquisa, o percentual de erro é mais baixo porque o universo de entrevistados é mais objetivo.
A pesquisa requer um planejamento cuidadoso e seleção de perguntas adequadas para que gere resultados confiáveis. Nas enquetes o contexto, o objetivo de quem faz e formulação das perguntas influenciam significativamente o resultado.
Portanto, especialmente nesse período, é preciso estar sempre atento ao que propõem como debate nas mídias. Tudo o que se levanta deve ser analisado criteriosamente, com olhar imparcial e tendo em consideração a realidade.
A pergunta que se deve fazer é: qual é a base? Qual é a base dessa publicação? Desse argumento? Desse posicionamento? O que está por trás disso?
É no diário viver, na convivência, no contato humano que se percebe a realidade. Não se pode construir a mesma a partir de uma bolha virtual, através de opiniões tendenciosas. De longe não se enxerga os fatos como realmente são. O que se tem são meras projeções duvidosas que levam ao erro de julgamento.
Somente o tête-à-tête oferece um retrato confiável da opinião pública a respeito do desempenho de uma pessoa. A voz do seu João, da dona Maria, do jovem estudante, do agricultor, do pequeno comerciante que experimentam todos os dias a realidade do lugar em que vivem são as melhores fontes.
Aqueles que sofrem as injustiças sociais, aqueles que lutam pelo pão de cada dia, que se esforçam para terem um futuro melhor, que carecem muitas vezes de apoio e de oportunidades. São esses que tem nas mãos o poder de decisão e que, certamente, não se deixarão influenciar por nada mais do que fatos concretos.

Dalva Lemos.

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