ASSASSINATO DE HOMEM PELA PM CAUSA REVOLTA EM PAULINO NEVES.

Quadriciclo da PM foi depredado por parentes e amigos da vítima

Quadriciclo da PM foi depredado por parentes e amigos da vítima

 

O clima é de terror desde a noite deste sábado em Paulino Neves, município da região dos Lençóis Maranhenses distante 390 km de São Luís. O motivo foi a morte de um homem identificado como Paulo, natural de Barreirinhas, alvejado por um cabo da PM após furar uma barreira policial montada na cidade quando conduzia um quadriciclo. Após o homicídio, populares incendiaram dois veículos da polícia, invadiram o imóvel onde funciona o destacamento militar do município e depredaram a casa de um carcereiro.

A morte de Paulo, primo da ex-vereadora identificada como Ana Lúcia, ocorreu por volta das 18h30. Ele foi perseguido e atingido a bala após desobedecer a ordem de parar dada pelos policiais que faziam uma barreira para tentar interceptar criminosos que agem em Paulino Neves. O homem dirigia o veículo sem capacete. O autor seria um cabo identificado como Genivaldo, que teria efetuado quatro disparos. Paulo ainda foi socorrido e levado ao hospital do município, onde já chegou morto.

Confirmado o óbito, teve início uma série de atos depredação, cometidos, segundo testemunhas, por familiares e amigos de Paulo, que se deslocaram de Barreirinhas até a cidade vizinha para vingar a morte.

Alguns móveis retirados do destacamento foram jogados na rua e queimados. Documentos foram extraviados e munições, furtadas. Um jipe Troller e um quadriciclo utilizados pela polícia em operações policiais no território arenoso de Paulino Neves também foram incendiados. Os populares atearam fogo, ainda, na casa de um carcereiro e agrediram o filho dele. Também ameaçaram tocar fogo na ponte sobre o Rio Novo.

As investigações do crime ficarão a cargo da Delegacia de Tutoia, já que em Paulino Neves existe apenas um destacamento, com apenas três militares. Segundo o comandante da PM na região do Baixo Parnaíba, major Edivaldo Mesquita, um inquérito policial militar vai apurar as circunstâncias em que foram efetuados os disparos.

A revolta tende a aumentar nos próximos dias, já que muitos populares estão aproveitando o episódio para chamar a atenção das autoridades para a insegurança e outros problemas do município.

 

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