Direita teme novo golpe de Chico Carvalho no PSL em São Luís

Presidente da legenda, PSL vereador Chico Carvalho.

SÃO LUÍS/MA – Em 2012, o hoje deputado estadual Wellington do Curso teve sua candidatura a vereador de São Luís impugnada no PSL pelo presidente da legenda, vereador Chico Carvalho. Dois anos depois ele viria a ser eleito deputado e, em 2016, obteve mais de 100 mil votos na disputa majoritária na capital maranhense.

A decisão de Carvalho tirou do PSL um dos grandes expoentes da política atual.

Passados oito anos após a rasteira aplicada em Wellington, o fantasma da “articulação” assombra membros da direita que sonham com a possibilidade de disputar uma vaga na Câmara Municipal pelo partido do presidente Jair Bolsonaro.

A ascensão de Bolsonaro e o bom desempenho do partido nas eleições de 2018 tornou a legenda o único partido de direita “puro sangue” do país. O crescimento do PSL foi visível. Foram dezenas de deputados estaduais e federais eleitos por todo o país.

No Maranhão, no entanto, o fenômeno não se repetiu e o partido elegeu apenas o deputado estadual Pará Figueiredo – hoje membro da base do governador Flávio Dino (PCdoB), maior inimigo de Jair Bolsonaro.

Oito anos após o caso de Wellington do Curso, membros da União da Direita Maranhense, Movimento Brasil Livre e Endireita Maranhão, além de simpatizantes do bolsonarismo em São Luís, temem ser passados para trás nas eleições do ano que vem.

“Qualquer jovem ou nome da direita que tenha chance de se eleger vai ser impedido de concorrer”, diz membro da UDM que prefere não se identificar.

O temor é que o presidente da legenda, Chico Carvalho, mais uma vez monte uma chapa que tenha como meta sua reeleição. Os candidatos seriam meticulosamente escolhidos entre pessoas que não ultrapassassem os mil votos. Como o vereador costuma ter em média cerca de 5 mil votos, a reeleição estaria garantida.

 

(FONTE: GILBERTO LÉDA)

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