Ex-ministro José Dirceu é condenado mais uma vez na Operação Lava Jato.

Ex-ministro José Dirceu condenado pela Operação Lava Jato.

BRASÍLIA – O ex-ministro José Dirceu foi condenado mais uma vez pela Operação Lava Jato. Outras quatro pessoas também foram condenadas nesta mesma ação penal, entre elas, o ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque e Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, que é irmão do ex-ministro.

A pena para José Dirceu por corrupção passiva e lavagem de dinheiro é de 11 anos e três meses de reclusão em regime fechado. Em maio de 2016, José Dirceu já havia sido condenado na Operação Lava Jato a 20 anos e 10 meses de reclusão. Portanto, somadas, as penas chegam a 31 anos de prisão.

A sentença do juiz federal Sérgio Moro, responsável pelos processos da Lava Jato na primeira instância, é desta quarta-feira (8).

A ação penal se originou a partir de 30ª fase da operação, que apurou irregularidades em contrato para o fornecimento de tubos para a Petrobras.

“A corrupção com pagamento de propina de mais de dois milhões de reais e tendo por consequência prejuízo equivalente aos cofres públicos merece reprovação especial. O mais perturbador, porém, em relação a José Dirceu de Oliveira e Silva consiste no fato de que praticou o crime inclusive enquanto estava sendo processado e julgado pelo Plenário do Supremo Tribunal Federal na Ação Penal 470 [mensalão], havendo registro de recebimento de propina, no presente caso, até pelo menos 23/07/2012”, relatou Sérgio Moro em um trecho do despacho.

Confira a lista de condenados, os crimes e as penas:
Renato de Souza Duque (ex-diretor de Serviços da Petrobras) – crime de corrupção passiva: seis anos e oito meses de reclusão em regime inicial fechado. Ele foi absolvido da acusação de lavagem de dinheiro.
José Dirceu (ex-ministro da Casa Civil) – corrupção passiva e lavagem de dinheiro: onze anos e três meses de reclusão em regime inicial fechado.
Luiz Eduardo de Oliveira e Silva (irmão de José Dirceu) – corrupção passiva e lavagem de dinheiro: dez anos de reclusão em regime inicial fechado.
Eduardo Aparecido de Meira (dono da construtora Credencial) – lavagem de dinheiro e associação criminosa: oito anos e nove meses de reclusão em regime inicial fechado.
Flávio Henrique de Oliveira Macedo (sócio da construtora Credencial) – crimes lavagem de dinheiro, associação criminosa: oito anos e nove meses de reclusão em regime inicial fechado.

 

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