FLÁVIO DINO FALA COMO VAI ENFRENTAR O GOVERNO DO ESTADO RECEBENDO DO CLÃ SARNEY.

FLÁVIO DINO SENDO ENTREVISTADO.

FLÁVIO DINO SENDO ENTREVISTADO.

MARANHÃO – O governador eleito do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB) foi o entrevistado do programa Roda Vida, que foi ao ar para todo Brasil na noite desta segunda-feira (17) pela TV Cultura. Dino debateu com jornalistas de alguns dos mais importantes órgãos da imprensa nacional sobre suas propostas políticas e sobre os principais desafios do seu governo.”Nós vamos trabalhar desde o primeiro dia. O foco principal da mudança política prevê que não basta apenas mudar os políticos, é preciso assegurar o direito aos serviços públicos a toda a população.

Eu vou governar com honestidade e transparência”, afirmou Flávio Dino, do PCdoB (Partido Comunista do Brasil), primeiro candidato eleito ao governo do Maranhão após aproximadamente 50 anos de influência da família Sarney no estado, em sabatina no Roda Viva desta segunda-feira (17).
Ao ser questionado sobre o que será feito para atrair investidores ao estado, Dino disse estar seguro: “O nosso papel é garantir segurança institucional a quem investe. Hoje, apenas empresas que se articulam com pequenos grupos familiares conseguem apoio do Estado. Nós vamos estruturar um sistema que vai apoiar os potenciais da agricultura, da pesca e da indústria”. “A maior prioridade é apoiar o investimento na agroindústria”, garantiu.
Flávio Dino afirmou que não vai ceder às pressões parlamentares em troca de ampliação de sua bancada aliada. “Nosso entendimento será absolutamente republicano. O deputado pode buscar apoio à sua região, é normal que busque esse tipo de benefício. No entanto, vamos trabalhar sob o interesse das comunidades”, declarou.
Em relação ao desafio de governar sob as ideologias esquerdistas, Dino disse não se abalar, garantindo ser “comunista, graças a Deus”. “É possível ser comunista e governar no capitalismo. Não se cogita que nosso programa não seja de desenvolvimento. A nossa proposta é um desenvolvimento de partilha do poder e das riquezas”, afirmou. “O capitalismo não é o fim da história (..) é um modelo que exclui as pessoas e coloca todos a serviço do ‘deus dinheiro'”, acrescentou.
Outro fator que a bancada elencou durante a sabatina foi a dificuldade que Dino encontrará no estado, já que a influência da oposição é muito forte. “Há uma força política, mas nós conseguiremos cumprir os nossos compromissos. No núcleo mais fechado do ‘sarneyzismo’, nós vamos ter de driblá-los”, respondeu.
Nesta edição do Roda Viva, participaram da bancada de entrevistadores os jornalistas Fernando Rodrigues, analista de política do portal UOL em Brasília; Malu Delgado, repórter da revista Piauí; Guilherme Evelin, editor-executivo da revista Época; Ricardo Galhardo, repórter de política do jornal O Estado de S. Paulo; e Daniela Lima, repórter de política do jornal Folha de S.Paulo.
Veja o programa na íntegra.

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