Flávio indica que solução para o PCdoB deve ser a fusão com outro partido.

GOVERNADOR FLÁVIO DINO.

MARANHÃO – Em entrevista ao UOL, o governador Flávio Dino foi questionado sobre o fato do PCdoB não ter alcançado a cláusula de barreira, o que gera uma série de restrições (como fundo partidário, horário no rádio e TV e participação das atividades na Câmara Federal) até o fim da legenda. O governador disse que após a eleição o partido irá discutir, mas indicou o caminho da fusão.

“O PCdoB vai fazer o debate após segundo turno, já falamos inicialmente e vamos ver quais são as alternativas legais. Por exemplo: fusão com outros partidos. Esse é o caminho provável, de buscar articulação com outros partidos que permitam nossa bancada a funcionar lá na Câmara”.

O Maranhão contribuiu com o PCdoB elegendo dois deputados federais. Mas nacionalmente o partido não conseguiu o número necessário, elegendo apenas nove deputados.

O governador também falou sobre a exploração do termo comunismo de forma pejorativa na eleição.

“Isso é uma distorção histórica no Brasil em torno no sentido dessa palavra. Por conta dessas ditaduras que o pais teve, especialmente a de 1964, estigmatizou-se muito fortemente esse termo, e até deu uma força que os comunistas nunca tiveram. Qualquer pessoa que pensasse em termos de liberdade, como artistas, jornalistas, padres etc. eram classificados de comunista. Qualquer pessoa que incomodasse o regime dominante, os poderosos, era etiquetado como se fosse comunista, a encarnação do mal.

É muito triste de um lado, e ridículo de outro, imaginar que um partido pequeno como o nosso é responsável pelos males da nação. Ao contrário disso, temos colaborado muito para essa nação avançasse. Isso é um retrato da nossa direita troglodita, militarista, saudosa da ditadura. Apenas isso”, afirmou.

 

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