Ministro da Defesa defende reestruturação da carreira militar e diz que salários estão defasados

O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, reclamou da defasagem salarial dos militares.

BRASÍLIA — O ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva, saiu em defesa do projeto de reestruturação da carreira militar, apresentado pelo governo para garantir a aprovação da reforma da Previdência. Numa exposição na Comissão de Relações Exteriores da Câmara, o ministro reclamou da defasagem salarial dos militares. Segundo ele, 45% do efetivo de praças hoje recebe menos de dois salários mínimos.

A defasagem salarial é muito grande — disse. O ministro afirmou que o projeto de reestruturação da carreira vinha sendo elaborado desde o ano de 2016.

A oportunidade de mudar a lei surgiu agora.

Na defesa da carreira, o ministro ressaltou que o militar não tem direito a receber por hora-extra, a fazer greve e, por outro lado, tem que ter dedicação exclusiva.

O militar tem que ter uma proteção justa para o juramento que faz, de defender o país com a vida. Tem que ser recompensado de alguma forma. Tem que ser levada em conta as peculiaridades da função de militar.

A comissão de Relações Exteriores é presidida por Eduardo Bolsonaro, que disse que a mídia costuma apresentar uma visão distorcida da situação da carreira militar e também defendeu mudanças – justificou, completando:

Tentam insinuar que os militares estão sendo tratados com privilégios. Isso é uma mentira. O problema da evasão é muito grande. Muitos militares abandonam a carreira por não ser atrativa. O ministro comemorou o êxito do governo na redução do custeio das Forças Armadas. Segundo Azevedo, o governo está substituindo o quadro de militares efetivos por temporários, que podem ser dispensados antes de completar oito anos de serviço.

 

(FONTE: Extra.globo.com)

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