PRIMEIRO CASO DE H1N1 EM SÃO LUÍS, LEVA MULHER A ÓBITO VÍTIMA DE INFECÇÃO PELO VÍRUS.

CASO DE H1N1

CASO DE H1N1.

SÃO LUÍS – Uma mulher de 52 anos morreu, nesta segunda-feira (31), em São Luís, vítima de infecção causada pelo vírus influenza tipo A (H1N1). Segundo a Secretaria Estadual de Saúde (SES), este é o primeiro caso de óbito pela doença no Estado nos últimos quatro anos. Ela estava internada em um hospital particular e começou a ser tratada logo após o Carnaval. Segundo o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde da SES, Alberto Carneiro, a suspeita é de a vítima tenha contraído a doença exatamente neste período. “A investigação da vigilância constatou que os primeiros sintomas aconteceram depois do carnaval, e soubemos que ela passou fora do domicílio, o que leva a suspeita provavelmente houve contato. Como o vírus é sazonal e de fácil disseminação, pode ter havido algum contato com o vírus secretado por algum portador turista e então houve esse contágio”, disse.

Mas apesar da confirmação do caso, o secretário disse todas as medidas e cuidados foram tomados para que não houvesse uma propagação. “Não há motivo para alarme porque a doença é sazonal e desde 2009 alguns casos foram confirmados e tratados em todo o país. Neste caso, as pessoas que tiveram contato foram investigadas, e novos casos não foram detectados”, explicou.

Casos detectados
Desde 2009, quando houve uma pandemia no país, alguns casos foram resgistrados no Maranhão. “Casos de H1N1 são sazonais. Depois da pandemia de 2009 surgiram casos esporádicos. Para se ter ideia, em 2013 foram 23 casos notificados, mas nenhum teve resultado positivo. No ano anterior foram 10 notificações e um desses foi confirmado. No caso, era um representante comercial paranaense que passou por Fortaleza e que assim que chegou aqui já manifestou os sintomas”, explicou o secretário-adjunto de Vigilância em Saúde da SES, Alberto Carneiro.

De acordo com o secretário, em 2011 aconteceram nove notificações, mas nenhum caso foi confirmado. Já em 2010 uma menina de cinco anos, que mora no interior do Estado, teve a contaminação confirmada. No entanto, a criança foi tratada e recuperou-se. “Este foi o último caso, até então, de uma pessoa que morava aqui no Maranhão e que contraiu a doença no Estado. Os casos posteriores foram de pessoas que não eram daqui”, afirmou.

Na última nesta terça-feira (26), o Ministério da Saúde lançou a 15º Campanha Nacional de Vacinação contra a Gripe Influenza. A campanha será realizada de 15 a 26 de abril, com o dia de mobilização nacional (Dia D) marcado para o sábado (20). A campanha é realizada em parceria com as secretarias estaduais e municipais e pretende imunizar 31,30 milhões de pessoas em todo o Brasil.

Este ano, a vacina tem os três tipos de vírus que mais circularam no inverno, Influenza H1N1, H3N2 e Influenza B. As vacinas estarão disponíveis na rede de saúde e terá como público prioritário crianças de seis meses a dois anos de idade; gestantes, independente da idade gestacional (meses de gravidez); mulheres no período puerpério, até 45 dias após o parto; pessoas com 60 anos de idade ou mais; trabalhadores da Saúde que atuam nos serviços de referência para Influenza; população privada de liberdade (população prisional). Neste ano, a campanha será estendida, também, a pessoas portadoras de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições que possam favorecer o surgimento de casos graves de gripe influenza.

Os sintomas de infecções ocasionadas pelo vírus, muitas vezes, são semelhantes aos do resfriado, caracterizados pelo comprometimento das vias aéreas superiores, com congestão nasal, tosse, rouquidão, febre variável, mal-estar, mialgia e cefaléia. A maioria das pessoas infectadas se recupera dentro de uma a duas semanas sem a necessidade de tratamento médico.

Os casos graves da doença evoluem para a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) levando até mesmo ao óbito. Essas complicações são bem mais comuns entre menores de 2 anos, idosos, gestantes e pessoas com história de patologias crônicas, podendo elevar as taxas de morbimortalidade nestes grupos específicos.

 

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