VIÚVA RECONHECE DOIS SUSPEITOS DE MATAR HOLANDÊS EM SÃO LUÍS.

Genilson Campos Silva Pereira, Nilson Fonseca da Conceição.

Genilson Campos Silva Pereira, Nilson Fonseca da Conceição.

SÃO LUÍS – Genilson Campos Silva Pereira e Nilson Fonseca da Conceição, presos na última quinta-feira (19) por serem suspeitos de participar do assassinato do turista holandês Ronald Wolbeek, foram identificados pela esposa da vítima, Maria Rawi, como os responsáveis pelo crime. O reconhecimento foi feito na Delegacia de Homicídios na tarde deste sábado em São Luís.
Durante o procedimento, Genilson foi apontado como o autor dos disparos que mataram Ronald, enquanto Nilson como outro invasor presente na embarcação. Os dois já possuíam mandados de prisão por assalto e, mesmo após, reconhecimento, não confessaram o crime. Eles foram encaminhados nesta tarde para o Complexo Penitenciário de Pedrinhas.
A polícia procura, também, um terceiro suspeito identificado como Elenilson Carvalho da Luz, que estaria na canoa que levou os bandidos até o veleiro. Durante esta semana, a polícia federal deve informar se também vai abrir inquérito para participar das investigações sobre a morte do estrangeiro no Brasil. Já a Polícia Civil do Maranhão vai continuar as investigações agora pra saber se há um quarto suspeito de participar do crime.

Entenda
Na madrugada do dia 15, Ronald Wolbeek, de 60 anos, foi assassinado com um tiro no peito dentro do veleiro em que viajava com a esposa, Maria Rawi, de 69 anos. O casal estava no Brasil desde o mês de dezembro e havia chegado à Baía de São Marcos, em São Luís, um dia antes do crime.

Em depoimento à polícia, Maria afirmou que ela e o marido dormiam quando o alarme da embarcação disparou. Ronald foi até a área externa verificar o que acontecia e foi surpreendido por três homens armados. Um dos tiros atingiu o turista, que morreu no local.

Falta de assistência
Após a morte do marido, Maria Rawi está morando de favor em uma pousada no bairro do Araçagy. Ainda abalada com a morte de Ronald, a viúva disse estar insatisfeita com as investigações da polícia. “Estou cansada e com muita raiva, pois venho sendo tratada como suspeita e não como vítima”, desabafou. Ela está com a conta bancária e o cartão de créditos do marido bloqueados. Segundo a polícia, ela já passou por exames residuográfico e toxicológico.

O corpo de Ronald foi liberado pelo Instituto Médico Legal no começo da semana e será cremado, atendendo um desejo da família. Somente após cremação os restos mortais devem ser transportado para a Holanda. A funerária responsável pelo ritual informou, por telefone, estar a espera de liberação da Polícia Federal, que deve acontecer até segunda-feira (23), para realizar o procedimento.  As despesas do funeral foram avaliadas em  R$ 6 mil.

Perícia
Na terça-feira (17), foi realizada uma perícia técnica no veleiro onde o turista holandês foi assassinado. Seis peritos do Instituto de Criminalística (Icrim) e policiais da Delegacia de Homicídios estiveram no local durante a inspeção, que durou cerca de três horas.

Os peritos criminais coletaram impressões digitais deixadas no barco e tentaram identificar o trajeto exato feito pelo veleiro. Os técnicos do Icrim também checaram as condições do rádio instalado na embarcação e do sinalizador. Segundo a polícia, imagens do sistema de videomonitoramento de residências e prédio da região serão usadas na investigação. O laudo da perícia deve ficar pronto em 30 dias.

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