DEPOIS DE MAIS DE UM MÊS, MÃE DE ANA CLARA TEVE ALTA DO HOSPITAL DE BRASILIA.

Juliane Santos saiu do hospital e estado de saúde é estável

Juliane Santos saiu do hospital e estado de saúde é estável.

Depois de mais de um mês internada no Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília, Juliane Carvalho Santos, de 22 anos, teve alta ontem, mas vai continuar na capital do país recebendo tratamento médico. Até o momento, ela ainda não sabe da morte da filha, Ana Clara Santos Sousa, de 6 anos, que faleceu no dia 6 de janeiro, em conseqüências das queimaduras. Elas em companhia de Lorrane Beatriz, de um ano e cinco meses; Abyancy Silva Santos, de 35 anos; e Márcio da Cruz Nunes, de 37 anos, foram queimados durante um ataque ao ônibus Vila Sarney Filho II, no dia 3 de janeiro, realizado por integrantes de facções criminosas.

Juliane Carvalho passou por vários tratamentos médicos no HRAN como curativos cirúrgicos, enxerto de pele e dentre outros procedimentos. Como estava passando bem, ela recebeu alta médica, mas, mesmo assim, vai continuar recebendo tratamento da equipe médica do HRAN e o prazo indeterminado.
Durante essa semana, a irmã dela, Jorgiane Carvalho, vai viajar a Brasília, pois, na presença de psicólogos e psiquiatras vão informar sobre o óbito de Ana Clara. Ainda não sabe a data precisa que a paciente vai retornar ao Maranhão para cuidar da filha Lorrane Beatriz que está sob os cuidados da família paterna.
Quem ainda está internado na UTI, no Hospital de Queimados, em Goiânia, é a vítima Márcio da Cruz. Ele teve o corpo 70% queimado e foi transferido para essa casa de saúde desde o dia 8 de janeiro. De acordo com as informações dos médicos do Hospital Geral, o tratamento terá duração de seis meses e não corre risco de morte.

Ida a Brasília
No dia 9 de janeiro, a pedido da família, Juliane Carvalho foi transferida do Hospital Geral, na Madre Deus, para uma unidade especializada em tratamento de queimaduras do Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), em Brasília. A paciente deixou o Hospital Geral por volta das 19h em uma ambulância de Unidade de Suporte Avançada (USA), sob os cuidados de uma equipe médica, até o aeroporto Marechal Cunha Machado, no Tirirical. Neste ponto, já tinha uma aeronave com todo o equipamento clínico pronta para fazer a remoção da vítima até Brasília. A duração do vôo estava prevista para mais de duas horas e também foi acompanhada por médicos, enfermeiros e a sua mãe, Filomena Carvalho, de 49 anos.

 

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