POLÍCIA INTENSIFICA INVESTIGAÇÃO SOBRE ASSASSINATO DE CRIANÇA.

Menina Érica Ludmila Sousa do Lago.

Menina Érica Ludmila Sousa do Lago.

SÃO LUÍS – A polícia deve intensificar no decorrer desta semana investigações sobre a morte brutal da menina Érica Ludmila Sousa do Lago, de apenas 8 anos, cujo corpo foi encontrado, na manhã de ontem, dentro de um buraco, numa área de matagal, na comunidade de Alto do Bonito, no bairro Maracanã. O corpo da menina estava a cerca de 50 metros da residência dos pais, sem roupas, com sinais de violência sexual e sangramento na boca. O pai da menina, Bruno de Jesus Santos, disse não saber ao certo o que possa ter ocorrido. Ele disse apenas que ficou sabendo do ocorrido ao encontrar o corpo da menina em meio a folhagens. “Já comunicamos o caso à polícia e estamos aguardando as investigações. Queremos justiça”, frisou. As primeiras suspeitas recaem sobre o tio da vítima, que não teve o nome revelado, mas que já está detido para averiguações.

Segundo os primeiros levantamentos, a menina ficou em casa com os outros três irmãos, enquanto os pais foram a uma festa, cerca de 100 metros do local. “Ficaram em casa apenas as crianças. Quando eles retornaram, por volta das 2h30, não a encontraram e saíram à sua procura. De manhã, encontraram o corpo em um matagal coberto com folhas. Havia tufos de cabelos da menina perto do local do crime. Há sinais de enforcamento”, disse o delegado Jeffrey Furtado, da Delegacia de Homicídios.

Suspeita – Já há uma linha de investigação definida. “Há suspeita de ser alguém muito próximo, porque essa pessoa teve acesso à casa, o cachorro que há na casa não ladrou e uma lâmpada que não desliga no fundo do quintal estava desrosqueada. Ou seja, foi apagada propositalmente. A porta da frente estava trancada e a de trás só encostada. Estamos investigando, ouvindo pessoas, colhendo materiais”, detalhou o delegado. A menina tinha ido passar o fim de semana com os pais. Ela morava no bairro Cidade Operária com a avó paterna, Maria das Graças. “Ela sempre morou comigo. Quando liguei, me disseram que ela tinha sumido. Vim para cá para saber como isso tinha acontecido”, disse a avó, desconsolada.

A perícia do Icrim esteve no local. Segundo o pai da criança, o pintor Bruno de Jesus Santos, 26 anos, o velório será realizado no templo da Assembleia de Deus, no Maracanã. “Ela era uma menina brincalhona”, relembrou.

FONTE: O IMPARCIAL

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