Porto do Itaqui é o maior exportador do Arco Norte e impulsiona.

Porto do Itaqui impulsiona exportação no Arco Norte.

SÃO LUÍS/MA – O Porto do Itaqui, no Maranhão, tem o maior crescimento previsto no fluxo de exportações do Arco Norte, região que compreende os portos de Rondônia, no Norte, até a Bahia. Os dados estão de acordo com estudo da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), divulgado no último dia 10 e destacado pela imprensa nacional nesta segunda-feira (13).  Somente pelo Porto do Itaqui, devem ser liberados 37,2% do volume de exportação de todo o Arco Norte.

O bom desempenho no porto maranhense seria ainda o grande o responsável por impulsionar o crescimento das exportações pelo Arco Norte, que deve exportar 23,8% de toda a produção de milho e soja no país, sustenta o estudo da Conab, empresa pública que é vinculada ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA). Em 2017, a estimativa é de apenas a soja seja responsável por 6,6 milhões de toneladas exportadas pelo porto do Itaqui, sem contar outros produtos.

O melhor desempenho registrado pelo Porto do Itaqui foi em 2015, com a saída de mais de 7 milhões de toneladas de soja e milho. Os principais portos do Arco Norte estão localizados, além de São Luís (MA), em Barcarena (PA), Santarém (PA), Manaus (AM), Santana (AP).

Entraves 

Apesar do desempenho promissor dos polos do Arco Norte, o porto de Santos ainda é o local que apresenta maior eficiência para escoamento da produção. A carência na infraestrutura de transporte entre as zonas de produção e os portos que não se situam no centro-sul do país dificultam o escoamento por essa região ao encarecer os custos para o produtor.

De acordo com o estudo, a expectativa é de que sejam exportadas 72,9 milhões de toneladas de soja e 24 milhões de toneladas de milho da safra 2016/17. Deste total , cerca de 75% da produção de milho e soja sairão pelos portos do centro-sul do país.

Otimização de custos é a chave 

Para o analista de mercado Carlos Eduardo Tavares, responsável pelo estudo,  “O aumento da atratividade dos produtos agrícolas brasileiros no mercado externo vai depender de um sistema logístico nacional que promova maior agilidade para produtores e fornecedores de forma a propiciar otimização dos custos pelo menos próximo aos observados nos países concorrentes com a exportações nacionais”, avalia. O trabalho, chamado “Estimativa do Escoamento das Exportações do Complexo Soja e Milho pelos Portos Nacionais: Safra 2016/17”, faz parte do Compêndio de Estudos da Conab.

 

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