VEJA COMO AGE O PREFEITO CARA DE PAU, DEPOIS DAS ELEIÇÕES.

OS PREFEITOS CARA DE PAU.

OS PREFEITOS CARA DE PAU.

MARANHÃO – Agora começou aparecer os verdadeiros “CARA DE PAU” já tem prefeito se apegando com prefeitos, vereadores, secretários e lideranças que apoiaram Flávio Dino, para fazer as aproximações, não se lembrando que fizeram demissões e até ameaças de demissão e agora antes de o governador eleito formar sua equipe já quer aproximação. Tudo isso por conta de um boato que praticamente pode acontecer que é a palavra “Auditoria nas prefeituras”, inclusive tem prefeito que já anda doente de tanta preocupação. Quem não deve não teme.

RELEMBRANDO DR. JACKSON LAGO:

Quando Dr. Jackson ganhou as eleições quase todos os prefeitos do lado da oligarquia Sarney passaram para o lado do governador Jackson, que inclusive quando dava o horário de 6:00hs da manhã, já amanhecia na porta do mesmo para tomar café. Quando começaram arquitetar a cassação a maioria ficou neutra sem se quer da apoio, quando aconteceu o previsto da armação no outro dia estava na porta de Roseana Sarney. Um exemplo bem próximo quando a candidata Marina estava bem nas pesquisas teve prefeito que queria até bancar as passagens para presta apoio, mas quando viu a queda ficou calado. É assim que agem os “CARA DE PAU”. Vamos aguardar e lembrar que o governador eleito Flávio Dino, não é Jackson Lago, muito diferente.

2006 NÃO É 2014:

Quando eleito governador em 2006, Jackson Lago vinha de um ciclo de 20 anos de poder absoluto na capital do Estado. As forças que o elegeram governador eram necessariamente àquelas que haviam restado de uma disputa intra-oligárquica entre o ex-governador José Reinaldo Tavares e o grupo Sarney. Jackson, portanto, foi eleito com a força da máquina estadual e com a mesma base política tradicional que imperava no Estado.

O processo político que culminou com a eleição de Flávio em 2014 diverge na essência dos mecanismos que possibilitaram a eleição de Jackson, sobretudo porque a classe política  do Estado ficou ao lado do governo desde o início da campanha de Jackson. Flávio Dino conquistou as bases populares com um ano e meio de antecedência enquanto a maior parte das lideranças políticas só pulou do barco aos 44 do segundo tempo. Na eleição de Jackson, os prefeitos do interior foram puxados pelo beiço a partir do poder financeiro  e de barganha do Palácio dos Leões.

FLÁVIO DINO NÃO É JACKSON LAGO:

Se Jackson Lago fora eleito com o discurso de libertação do Maranhão, na prática o seu partido, PDT –  talvez por dominar a capital por tanto tempo –  impôs ao governo estadual  as mesmas práticas políticas do grupo Sarney. Jackson, cujo pai pertenceu ao movimento integralista brasileiro, inspirado no fascismo italiano, foi um dos mais importantes líderes do movimento brizolista, subproduto do getulismo, com ênfase para populismo de esquerda (trabalhismo), muito parecido com o populismo de direita, diga-se.

Com temperamento centralizador e pouca sintonia com as transformações mais sutis da sociedade, Jackson era um líder eminentemente provinciano, desconhecedor da política bruta do Distrito Federal, com poucas relações no poder judiciário e sem trânsito junto ao poder Central. Flávio, ao contrário, transita por esses universos com desenvoltura e tendo o respeito de todos.

Os 20 anos de domínio político do PDT na capital, transformaram o partido de Jackson numa espécie de nova oligarquia municipal. Com o tempo, lideranças do PDT começaram a ser acusadas de promover as mesmas práticas de corrupção que antes eram privilégio do grupo Sarney. Quando o PDT chegou ao poder estadual, lideranças pedetistas radicalizaram as práticas de corrupção, com o agravante de que os meios de comunicação do grupo Sarney agiram para hiperdimensionar o caráter corrupto  do governo Jackson e ignorar as ações progressistas.

Flávio Dino, por outro lado, construiu uma carreira política  fora das grandes estruturas partidárias. O ex-juiz federal surgiu  como uma alternativa tanto ao PDT de Jackson Lago, quanto ao grupo Sarney. A herança de atuação no judiciário e na militância em movimentos sociais, deram a Flávio Dino um caráter de político mais próximo à sociedade civil do que aos interesses das lideranças políticas tradicionais. Trata-se de um detalhe importante, já que as negociações em torno dos interesses de Estado tornaram-se oligárquicas no Maranhão, justamente porque a sociedade civil foi excluída das decisões de Estado, restrito a pequenos grupos e famílias.

Dentro do natural processo democrático de embates e contradições próprios do processo político brasileiro, Flávio fez alianças com uma parte da base política de sustentação do grupo Sarney, mas há diferenças cruciais no processo de construção dessas alianças, em comparação com os métodos usados por Jackson e Zé Reinaldo na vitória de 2006. A participação direta da população na eleição de Flávio Dino, com pouca ou nenhuma influência das lideranças políticas locais,  é a maior expressão dessa diferença.

Por fim, se a eleição de Flávio Dino em 2014 guarda em si, diferenças substanciais em relação à eleição de Jackson Lago em  2006, o mesmo pode ser dito sobre os adversários. O grupo Sarney que Jackson Lago enfrentou em 2006 é completamente diferente do grupo Sarney que Flávio enfrentou em 2014. Se é que vocês me entendem.

 

 

FONTE: ALGUMAS PARTE DO TEXTO FOI ELABORADO DA AMIGA LÍGIA TEIXEIRA.

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